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Carne brasileira passa a pagar tarifa de 67% para entrar na China

Brasil esgotou em 29 de setembro a cota anual chinesa; excedente paga 55% a mais, e frigoríficos buscam usar a cota de 2027

Carne brasileira passa a pagar tarifa de 67% para entrar na China
Foto: Carlos Ebert / Wikimedia Commons (CC BY 2.0) (imagem ilustrativa)

A carne bovina brasileira passou a pagar tarifa total de 67% na China desde 1º de outubro de 2026, depois que o Brasil esgotou a cota anual de exportação, em 29 de setembro.

A carne bovina brasileira passou a pagar uma tarifa total de 67% para entrar na China a partir de 1º de outubro de 2026, segundo a Agência Brasil. O motivo é que o Brasil atingiu o limite de 1,106 milhão de toneladas previsto para 2026 no sistema de cotas adotado pelos chineses.

Como funciona a cobrança

Segundo a agência, a tarifa total é composta por 12% da tarifa regular mais um adicional de 55%. A China adotou o sistema de cotas como medida de proteção ao seu mercado interno.

O peso do mercado chinês

De acordo com a Agência Brasil, o Brasil passou a responder por mais de 40% do volume de carne bovina importado pela China. Por isso, a mudança é acompanhada de perto pelos frigoríficos e pelos exportadores.

O que o setor avalia

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) discute antecipar abates ainda em outubro, com embarques previstos para novembro. A viagem marítima entre os dois países leva de 40 a 45 dias, de modo que a carga chegaria à China no início de 2027, quando começa a cota do próximo ano.

Para 2027, a cota sobe para 1,128 milhão de toneladas. A estimativa do setor, segundo a agência, é que esse novo limite possa ser alcançado em março ou abril. A Abiec também estima que as exportações totais de carne bovina do Brasil recuem cerca de 10% em 2026.

O que observar

O ritmo de uso da cota de 2027 e o rumo das conversas entre os dois países definem o fôlego das vendas. Para o pecuarista, o efeito costuma aparecer no preço pago pela arroba quando os frigoríficos reduzem as compras, mas esse repasse não foi quantificado pela fonte consultada.

As informações são da Agência Brasil.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br.

Fonte principal: agenciabrasil.ebc.com.br

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