Trump diz, sem provas, que eleição brasileira “pareceu fraudada”; Amorim rebate e diz que presidente dos EUA está “mal informado”
Para especialista ouvido pela CNN, reconciliação entre Washington e Brasília será difícil
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (26), sem apresentar provas, que a eleição brasileira “pareceu mais uma eleição fraudada”. “Não tomei partido [na eleição], mas pareceu mais uma eleição fraudada. As eleições precisam ser incontestáveis. E aquilo [a prorrogação da votação] me pareceu muito ruim”, declarou a jornalistas.
A prorrogação por duas horas foi determinada pelo ministro do STF Cristiano Zanin, a pedido da campanha de Lula, após relatos de redução do transporte público; a equipe de Flávio Bolsonaro também havia pedido extensão em locais afetados por chuvas.
O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Celso Amorim, respondeu que Trump está “mal informado”. “Declaração contraditória, depois diz que gosta do Lula”, afirmou. Amorim acusou a Meta de restringir o alcance de publicações da campanha petista; a empresa admitiu falhas pontuais, mas negou ter atuado para influenciar a eleição.
Em entrevista à CNN Brasil, Brian Winter, editor-chefe da Americas Quarterly, avaliou que o governo Trump “queria a eleição do Flávio Bolsonaro”, embora respeite Lula, e que temas como terras raras devem complicar a relação bilateral. O resultado oficial da eleição, divulgado pelo TSE, deu a vitória a Lula com 51,79% dos votos válidos.
Fonte: Gazeta do Povo e CNN Brasil.
Fonte principal: www.gazetadopovo.com.br
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