Moraes manda reter passaportes de Flávio Bolsonaro; decisão divide opiniões e até ministros do STF veem timing delicado
Ordem foi dada minutos após a proclamação do resultado, com base em inquérito sigiloso da PF; senador deixou o país
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou no domingo (25), cerca de sete minutos após a proclamação oficial do resultado da eleição presidencial, a retenção dos passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo a Gazeta do Povo. A medida atendeu a pedido da Polícia Federal em um inquérito sigiloso sobre suspeita de lavagem de dinheiro.
De acordo com o relato, a PF apontou dois pontos: a suspeita de que o senador seria o “usuário master” de uma conta bancária em Portugal ligada ao advogado Willer Tomaz, e uma declaração do deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, de que defenderia a saída do senador do país caso o resultado fosse desfavorável. Trata-se de suspeita em investigação: não há condenação, e o conteúdo do inquérito não é público.
Flávio deixou o Brasil com a família, e a imprensa registra que ele teria ido aos Estados Unidos. Aliados falam em perseguição política e questionam a rapidez e a fundamentação da ordem; juristas ouvidos pela Gazeta do Povo também apontaram fragilidades. Outro ponto levantado pela Gazeta é que Flávio tem cidadania italiana desde 2023, e a PF não teria como cancelar um passaporte estrangeiro.
Segundo a revista Veja, parte dos ministros do STF considera a medida precipitada e avalia que ela deu fôlego ao discurso de perseguição, devolvendo o tribunal ao centro da disputa política. A própria reportagem ressalta que não há posição uniforme na Corte e que os ministros não conhecem todas as razões de Moraes. A derrota eleitoral, lembra a Veja, não afasta Flávio da jurisdição do Supremo.
Fonte: Gazeta do Povo e Veja.
Fonte principal: www.gazetadopovo.com.br
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