El Niño registra segunda maior anomalia para setembro desde 1950, diz Inmet
Águas do Pacífico ficaram 2,08 °C acima da média em setembro; só 1997 teve valor maior
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O fenômeno El Niño registrou em setembro de 2026 a segunda maior anomalia de temperatura do mar para o mês desde 1950, segundo o Inmet: +2,08 °C na região Niño 3.4.
O El Niño ganhou intensidade e registrou, em setembro de 2026, a segunda maior anomalia de temperatura da superfície do mar para o mês desde 1950, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Na região do Pacífico chamada Niño 3.4, a anomalia mensal foi de +2,08 °C. Só setembro de 1997, com +2,15 °C, teve valor maior.
Os números do Inmet
- Niño 3.4, outubro de 2026 (dado semanal): +2,4 °C. O instituto alerta que dados semanais e mensais cobrem janelas diferentes, por isso a comparação exige cuidado;
- Niño 1+2, última semana de setembro: +4,5 °C, o segundo maior valor da série semanal (desde 1981), 0,1 °C abaixo do recorde de junho de 1983 (+4,6 °C);
- Niño 3, outubro: +3,4 °C, o segundo maior valor da região, atrás de dezembro de 1982 (+3,6 °C).
O que isso significa para o Brasil
O Inmet explica que o El Niño altera a circulação da atmosfera no planeta e muda os padrões de chuva e de temperatura em várias regiões do Brasil. Segundo o instituto, a gravidade dos efeitos depende da intensidade do episódio, da época do ano e de fatores atmosféricos regionais.
O texto do Inmet não detalha os efeitos para o Nordeste nem faz previsão por estado. Para o Piauí, o Ceará e o Maranhão, as previsões de chuva e os avisos devem ser acompanhados nos boletins do Inmet, da Funceme (Ceará) e dos órgãos estaduais.
As informações são do Inmet, de 13 de outubro de 2026.
Fonte principal: portal.inmet.gov.br
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