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Estudo da UFF acha em tartarugas-verdes bactérias típicas de plástico no mar

Pesquisa em Niterói analisou cinco animais; litoral do Piauí e do Maranhão abriga desova das cinco espécies que ocorrem no Brasil

Estudo da UFF acha em tartarugas-verdes bactérias típicas de plástico no mar
Foto: Marinha do Brasil / Flickr via Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0) (imagem ilustrativa)

Pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF) encontraram, em tartarugas-verdes, comunidades de bactérias mais parecidas com as que vivem em plástico do que com as de algas ou da água do mar, segundo reportagem da Agência Brasil de 1º de outubro de 2026.

Um estudo da Universidade Federal Fluminense (UFF) mostra que o plástico que chega ao mar pode carregar micróbios até dentro das tartarugas. A pesquisa, publicada na revista Environmental Pollution e noticiada pela Agência Brasil em 1º de outubro de 2026, analisou tartarugas-verdes (Chelonia mydas) na Praia de Itaipu, em Niterói, no Rio de Janeiro.

O que os pesquisadores encontraram

Foram avaliadas cinco tartarugas. O resultado: as comunidades de bactérias nos animais se mostraram mais parecidas com as que vivem em plástico do que com as de algas ou da água do mar, mesmo sendo as algas parte da alimentação das tartarugas-verdes. Entre os gêneros identificados estão Vibrio, Pseudomonas, Bacillus, Staphylococcus, Streptococcus, Chryseobacterium e Clostridium.

Segundo a reportagem, a ingestão de plástico pode expor as tartarugas a micróbios que causam doenças e ajudar a espalhar bactérias marinhas entre regiões do oceano. O trabalho é liderado pelo professor Filipe Berbeti, com coordenação de Henrique Fragoso dos Santos, do Laboratório de Microbiologia e Microbiotecnologia Ambiental da UFF, e participação da UFRJ e do Projeto Aruanã.

Os próprios pesquisadores ressalvam que o trabalho chegou apenas ao nível de gênero das bactérias, e não de espécie, e que não foram feitas análises para associar esses micróbios a doenças nas tartarugas-verdes.

E o litoral do Nordeste

O estudo foi feito no Rio de Janeiro e não avaliou animais do litoral nordestino. O tema, porém, interessa à região. A APA do Delta do Parnaíba, entre o Piauí e o Maranhão, é área de desova das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil. O Instituto Tartarugas do Delta atua na região no monitoramento de praias e na proteção de ninhos, conforme reportagem do Piauí Hoje.

Para o banhista e para quem trabalha com pesca e turismo, o recado prático é conhecido: lixo na areia vira lixo no mar. Recolher o que se leva à praia e descartar corretamente embalagens e redes ajuda a reduzir o plástico que chega aos animais.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br.

Delta do Parnaíba

Fonte principal: agenciabrasil.ebc.com.br

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