Nobel de Medicina 2026 premia três cientistas por descobertas em optogenética
Técnica usa luz para ligar e desligar células nervosas e já é aplicada em pesquisas sobre visão e audição
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O Nobel de Medicina de 2026 foi para o americano Karl Deisseroth e os alemães Peter Hegemann e Georg Nagel, por descobertas sobre canais iônicos ativados pela luz e pela optogenética, anunciou a Assembleia Nobel em 5 de outubro.
O Prêmio Nobel de Medicina de 2026 foi anunciado em 5 de outubro e será dividido por três cientistas: o americano Karl Deisseroth, de 54 anos, e os alemães Peter Hegemann, de 71, e Georg Nagel, de 73. A Assembleia Nobel do Instituto Karolinska reconheceu as descobertas sobre canais iônicos ativados pela luz e sobre a optogenética, segundo reportagem da Reuters publicada pela Agência Brasil.
Como funciona a técnica
Para Thomas Perlmann, secretário-geral da Assembleia, “a optogenética torna possível ativar ou desativar a atividade de células nervosas individuais em um cérebro vivo”.
A trajetória, segundo a reportagem, começou na década de 1990, quando Hegemann investigou como a alga Chlamydomonas reage à luz. Em 2003, uma publicação demonstrou a proteína em células humanas e de hamsters. Em 2005, Deisseroth, da Universidade Stanford, validou a técnica em células nervosas de ratos. Em 2006, o método passou a ser chamado de optogenética.
Aplicações
Pesquisadores usam a técnica para tentar restaurar a visão de pacientes com retinite pigmentosa, por meio de proteínas sensíveis à luz implantadas na retina. A optogenética também é apontada como promessa para melhorar implantes cocleares, com estímulo mais preciso do nervo auditivo.
Os três cientistas dividem 12 milhões de coroas suecas, cerca de US$ 1,2 milhão.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br.
Fonte principal: agenciabrasil.ebc.com.br
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