OMS e parceiros lançam roteiro global contra hipertensão na gravidez
Distúrbios hipertensivos respondem por cerca de 16% das mortes maternas no mundo, segundo a ONU News
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) e parceiros lançaram em 7 de outubro de 2026 um roteiro global para reduzir mortes e complicações causadas por distúrbios hipertensivos na gravidez, como a pré-eclâmpsia.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e parceiros lançaram em 7 de outubro de 2026 o “Roteiro Global para os Distúrbios Hipertensivos da Gravidez 2026-2035 e além”. O documento foi apresentado durante a conferência global da Sociedade de Medicina Materno-Fetal, segundo a ONU News, e busca reduzir mortes, doenças graves e natimortos ligados a esses quadros.
Os números
De acordo com a ONU News, os distúrbios hipertensivos complicam entre 10% e 15% das gestações no mundo, cerca de uma em cada dez gestantes. Eles respondem por aproximadamente 16% das mortes maternas globais, o equivalente a 42 mil por ano, e estão associados a 500 mil natimortos e mortes de recém-nascidos. A pré-eclâmpsia, a complicação mais grave do grupo, é caracterizada pelo aumento da pressão arterial depois da 20ª semana de gestação e pode ocorrer em qualquer gravidez.
O que o roteiro propõe
Pela página da OMS, o plano se organiza em cinco eixos: pesquisa e inovação, normas e padrões, acesso a produtos de saúde, implementação, e defesa e prestação de contas. Ele também quer contribuir para as metas 3.1 e 3.2 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, sobre mortalidade materna e infantil, com foco em sistemas de saúde mais fortes e atendimento equitativo, sobretudo em países de renda baixa e média. A OMS destaca que as mortes por essas causas diminuíram devagar demais nas últimas três décadas.
Em maio, a OMS reuniu mais de 140 parceiros em uma cúpula para definir as perguntas de pesquisa prioritárias, que vão orientar investimentos para prever, detectar e tratar os distúrbios.
Acesso desigual
Pascale Allotey, diretora do departamento de saúde sexual, reprodutiva, materna, infantil e do adolescente da OMS, afirmou que evitar desfechos fatais depende da verificação oportuna da pressão arterial e de atendimento de emergência de qualidade. Segundo ela, milhões de mulheres seguem sem acesso confiável a serviços básicos, como aferição da pressão e medicamentos essenciais, entre eles aspirina e anti-hipertensivos.
A ONU News acrescenta que mulheres que tiveram pré-eclâmpsia têm maior risco de hipertensão crônica, doenças cardiovasculares, AVC e doenças renais, e que a falta de pré-natal em países de baixa e média renda eleva o risco de complicações graves.
Fonte: news.un.org.
Fonte principal: news.un.org
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