Dólar cai a R$ 5,35 após disparada de 8,21% e bancos globais reduzem exposição ao Brasil depois da eleição
Moeda recuou quase 1% na terça, depois da maior alta diária desde 1999; mercado sinaliza que espera ajuste fiscal do novo governo
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O dólar fechou a terça-feira (27) em R$ 5,3506, queda de 0,97%, em aparente correção após a valorização de 8,21% na segunda, a maior alta percentual diária desde janeiro de 1999. A disparada veio com a surpresa da reeleição do presidente Lula, já que investidores estavam posicionados para uma vitória de Flávio Bolsonaro.
Para o diretor de tesouraria do Braza Bank, Bruno Perottoni, os preços já incorporaram o resultado na segunda, com o desmonte de apostas “muito otimistas” na oposição. Ele avalia que o mercado voltou ao patamar anterior à eleição, mas agora com o governo enfrentando uma forte oposição no Senado, e já sinalizou a Lula que espera mudança na política fiscal.
Segundo o InfoMoney, instituições como Citi, BCA Research, Bradesco BBI e Morgan Stanley reduziram recomendações para ativos brasileiros, citando incertezas fiscais e a perspectiva de juros altos por mais tempo. O Ibovespa teve na segunda sua maior queda diária desde a pandemia, de 13,88%. Parte dos gestores migra para exportadoras e empresas de receita previsível.
Para o leitor do litoral, o câmbio pesa em combustíveis, insumos importados e na conta de quem vive de pesca e turismo, setores sensíveis a custos dolarizados. Esta matéria é informativa e não constitui recomendação de investimento.
Fonte principal: jovempan.com.br
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